Hipersexualidade e Alzheimer – Um desafio para quem cuida

Hipersexualidade e Alzheimer – Um desafio para quem cuida

Acontece principalmente com o sexo masculino. A hipersexualidade e Alzheimer acomete, sobretudo, os homens. Um desafio para os cuidadores!

Hipersexualidade e Alzheimer? Sim! Infelizmente essa é uma das características da doença. Claro, pode causar grandes constrangimentos aos familiares e cuidadores em eventos sociais. É preciso lembrar que esses pacientes perdem progressivamente a capacidade de julgar corretamente o que é adequado para o momento.

Os portadores de demência com esse comportamento alterado podem acabar “mexendo” com outras pessoas e até se insinuar para terceiros. Isso pode deixar o ambiente nada agradável!

Acontece principalmente com o sexo masculino. O homem muitas vezes pode acabar se insinuando para mulheres da própria família. Já́ houveram casos, por exemplo, em que, por desinformação, pacientes foram denunciados por assédio sexual.

Mulheres também podem ser acometidas por essa alteração. Da mesma forma que os homens, podem assediar outras pessoas ou se insinuar para elas. Muitas vezes, verbalizam coisas sobre sexo que jamais falariam em público. E, durante este período de hipersexualidade, conversam abertamente sobre o assunto com qualquer pessoa.

Nesse contexto de hipersexualidade e Alzheimer, os familiares devem entender que este comportamento não é o adequado e que o idoso não entende isso! Não é culpa deles. Trata-se de uma alteração comportamental relacionada com a doença!

E o cuidador em todo o contexto da doença, qual o seu papel?

Sabemos que a doença de Alzheimer evolui e o paciente vai perdendo a capacidade de realização das tarefas do dia a dia. Por esse motivo, o quadro exige a presença de um cuidador. Inicialmente ele fará o trabalho com distanciamento, pois o idoso ainda tem certa autonomia.

Com o evoluir da doença ocorre aumento da dependência por se tratar de uma doença com caráter progressivo.

O familiar-cuidador possui, então, algumas tarefas, que envolvem aspectos práticos e objetivos como: higiene, alimentação, administração de medicamentos, cuidados do lar e finanças. Além disso, também lida com aspectos emocionais do paciente, oferecendo afeto com manutenção de vínculo e mudanças na dinâmica familiar.

Em casos avançados, pode ser necessário o manejo de aparelhos e contato com cuidadores profissionais.

Cuidar consiste em:

  • Garantir segurança, higiene, nutrição.
  • Favorecer a adesão aos tratamentos.
  • Oferecer afeto com manutenção de vínculo.
  • Proporcionar o exercício da maior autonomia possível.
  • Tomar decisões pelo paciente (pessoais, familiares, profissionais, sociais e financeiros).

Em outras palavras, ocupação muito desafiante e cansativa, sobretudo numa situação dessas de hipersexualidade e Alzheimer. Sem saber a maneira correta de fazer esses cuidados a tendência é evoluir para o chamado “estresse do cuidador”.