Alzheimer

Alzheimer | Dr. Alexandre Cavalcanti Geriatra em Fortaleza

Alzheimer

TRATAR O MAL DE ALZHEIMER PARA TER MAIS QUALIDADE DE VIDA

O uso de medicamentos é muito importante e aliado no tratamento.

De causa ainda não totalmente esclarecida, acredita-se que a doença de Alzheimer seja uma doença inflamatória/vascular e influenciada pela genética. O primeiro e mais característico sintoma da doença é a perca de memória mais recente, seguida de perdas de funcionalidades do dia a dia e tornando a pessoa incapaz. Mas como tratar o Mal de Alzheimer

É preciso ficar atento aos principais sintomas da doença, além da perda de memória, como já citado. Dependendo do grau de progressão: 

  • Passa a repetir a mesma pergunta várias vezes;
  • Tem dificuldade para acompanhar pensamentos complexos; discutir sobre política por exemplo;
  • Incapacidade de elaborar estratégias para resolver problemas;
  • Passa a ter dificuldade para dirigir automóvel e encontrar caminhos conhecidos;
  • Dificuldade para encontrar palavras que exprimam ideias ou sentimentos pessoais;
  • Irritabilidade, suspeição injustificada, agressividade, passividade, interpretações erradas de estímulos visuais ou auditivos, tendência ao isolamento. 

A doença não tem cura e a progressão é inevitável, no entanto, é possível recorrer a tratamentos, como a base de medicamentos, por exemplo. Essas possibilidades prescritas por equipe médica minimizam os distúrbios da doença. Além disso, podem retardar o avanço e proporcionar mais qualidade de vida. 

Medicamentos para usados no tratamento 

O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para a Doença de Alzheimer do Ministério da Saúde prevê o uso de medicamentos como: 

  • Donepezila.
  • Galantamina.
  • Rivastigmina.
  • Memantina.

As medicações para tratar o Mal de Alzheimer vão agir nas sinapses e na intoxicação cerebral causada pela doença. Essas alterações causam parte dos sintomas na pessoa com a doença. 

Essas medicamentos podem ou não ser associadas a outros que estimulem ou complemente ausências decorridas da doença. Cada pessoa vai reagir de uma forma ao uso desses fármacos. Há casos de estabilização parcial da progressão da doença e melhoria dos sintomas. O médico geriatra é parte essencial deste ajuste.

É preciso acompanhamento contínuo depois do diagnostico inicial, para que cada caso seja avaliado e tratado de forma individual. Fique atento a possíveis sintomas da doença. Estabeleça uma rotina de consultas com seu geriatra. 

Lembre-se, os casos mais frequentes da doença de Alzheimer iniciam após os 65 anos de idade, sobretudo em mulheres. No entanto, há possibilidade de início precoce, com manifestação entre os 40 e 50 anos, mas esses casos são raros.

Sempre é possível melhorar. Hoje existem muitos recursos para ajudar. Procure ajuda!

TRATAMENTOS ALTERNATIVOS PARA ALZHEIMER – SAIBA MAIS

É importante não só integrar a pessoa com Alzheimer, mas proporcionar atividades que o estimulem no dia a dia.

Em primeiro lugar é importante saber que tratamentos alternativos para Alzheimer são complementares ao uso de remédios. É importante que todas as possibilidades sejam não só acompanhadas, mas indicadas por profissionais de saúde especializados.

Não é só integrar com a pessoa que tem Alzheimer, mas proporcionar atividades que o estimulem no dia a dia. Tudo isso levando em consideração o que a pessoa já sente prazer em realizar: se gosta de dança, arte, jardinagem, esporte… criar ambientes em que essas atividades possam ser realizadas levando em consideração a situação física e mental do individuo. Esses exercícios devem ser orientados pelo geriatra e executados pela equipe multiprofissional.

Estudos comprovam que atividades baseadas no estimulo e treinamento cognitivo como memória, linguagem, atenção, além das sociais e físicas preservam e favorecem a funcionalidade. Isso possibilita mais qualidade de vida para o paciente e para a família. Essa, por sua vez, deve estar totalmente integrada a essas rotinas.

No entanto, é importante ficar atenção as sobrecargas diárias de atividades. Não é por que a pessoa gosta de pintar, por exemplo, que ela vai passar o dia em frente a uma tela. As atividades têm que ser não só agradáveis, mas compatíveis com as capacidades e o quadro clínico do paciente.

Essas atividades de tratamentos alternativos para Alzheimer podem ser divididas em diferentes grupos de estimulo:

Primeiro – Estimulação cognitiva: baseada em intervenções que possibilitem a potencialização de habilidades que estimulem o uso de pensamento, linguagem, memória, raciocínio lógico, atenção, e planejamento.

Segundo – Estimulação social: criar espaços de interação/integração familiar que estimulem habilidades de comunicação, convivência e afeto. Também é importante propiciar momentos de lazer, de atividades culturais e celebrações de datas importantes da família e culturais.

Terceiro – Estimulação física: atividades físicas e de fisioterapia possibilitam, além dos benefícios neurológicos, flexibilidade, força muscular, equilíbrio e melhora na coordenação motora. Algumas pesquisas mostram que a regularidade dessas atividades ajuda a retardar a evolução da doença.

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TERAPIA OCUPECIONAL NO TRATAMENTO DE ALZHEIMER – BENEFÍCIOS

É possível recorrer à prática da TO no tratamento de Alzheimer para que todos possam ter mais qualidade de vida.

A doença de Alzheimer é um desafio para toda a família da pessoa que sofre dessa enfermidade. É comum o distanciamento dos círculos sociais e de atividades do cotidiano. No entanto, isso só agrava mais o quadro de quem está doente e a situação da família nessa relação de codependência. É possível recorrer à prática da terapia ocupacional no tratamento de Alzheimer para que todos possam ter mais qualidade de vida. Nesta fase a orientação do geriatra trabalhando junto com o terapeuta é fundamental.

Pesquisas mostram que o uso dos tratamentos terapia ocupacional têm se mostrado eficientes em idosos com Alzheimer. Essas práticas podem proporcionar autoestima, melhor no humor, mais qualidade de vida e outros aspectos importantes para o bem-estar do individuo.

Tecnologia e tratamento

Podem ser desenvolvidas atividades que trabalhem o campo da ansiedade e depressão de forma lúdica, dinâmica. Há inclusive, alternativas que usam jogos de computador, aplicativos e outras ferramentas tecnológicas para isso. Uma delas é o aplicativo “MemoryLife”. A ferramenta foi desenvolvida pela Faculdade de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (FFTO) da Universidade Federal do Pará (UFPA).

O intuito desse tipo de ferramenta, assim como as outras atividades da TO no tratamento de Alzheimer, é trabalhar habilidades de linguagem. Além disso, fortalecem a capacidade cognitiva, humor e retardam a evolução da doença.

Envolvimento da família

Nesse processo de convivência com a pessoa que tem Alzheimer o acompanhamento da família é essencial. Claro, haverá desgaste, ausências, distanciamento de círculos e convívio social e perdas. Por isso, é importante que todas as pessoas que estão nesse circulo direto de envolvimento com o doente, também se cuidem.

É importante buscar ajuda em grupos terapêuticos de partilha, cuidar da espiritualidade, do corpo, da saúde da mente, alimentar-se bem e tentar manter rotinas. O autocuidado ajuda a aliviar esse fardo. Nesse processo de cuidar, a sanidade e saúde de quem cuida também são peças importantes para o bem-estar do idoso com Alzheimer e de toda a família.

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